script async src="https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-3525825446826650" crossorigin="anonymous"> CULTURA - luso.eu | Jornal de Notícias das Comunidades Portuguesas
Publicado por :
(Tempo de leitura: 2 - 3 minutos)
Fotografia: © Clara de Quadros Flores


A Grande Onda de Kanagawa ganhou vida em flores no coração de Bruxelas. Descubra o Tapete de Flores 2026.

A Grand-Place de Bruxelas voltou a transformar-se numa gigantesca obra de arte efémera: entre 13 e 16 de agosto, o tradicional Tapete de Flores regressou para a sua 24.ª edição, este ano inspirado no Japão e na célebre Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai. O tradicional Tapete de Flores da Grand-Place de Bruxelas realiza-se de dois em dois anos, geralmente em agosto, nos anos pares.

A edição de 2026 assinalou os 160 anos de relações diplomáticas entre a Bélgica e o Japão. O desenho ficou a cargo do artista japonês Hiro Sugiyama e do coletivo Enlightenment, que reinterpretaram uma famosa gravura, combinando elementos como as ondas e o Monte Fuji com uma linguagem artística contemporânea. A Grande Onda de Kanagawa é uma das obras de arte japonesas mais famosas do mundo e foi criada pelo artista japonês Katsushika Hokusai, por volta de 1830–1832, uma xilogravura — uma imagem impressa em papel a partir de blocos de madeira — pertencente à série Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji.

No coração da Europa, com 70 metros de comprimento e 24 de largura, o tapete ocupou 1680 metros quadrados da Grand-Place. Mais de 700 mil flores deram forma à composição, com particular destaque para as dálias. A montagem mobilizou mais de uma centena de voluntários, responsáveis por colocar milhares de flores seguindo um desenho previamente marcado no chão.

À noite, a arte ganhou uma nova dimensão com um espetáculo de luzes, efeitos de fumo e música. Entre as 21h45 e as 23h00, sessões realizadas a cada 30 minutos iluminaram, de forma sincronizada, o tapete e as fachadas históricas da Grand-Place. Era ainda possível ver o tapete e espetáculo desde a varanda do edifício principal da praça.

Pela primeira vez, a edição contou ainda com um segundo tapete de flores, instalado junto à Bourse e inspirado no lúpulo e na tradição cervejeira belga. O lúpulo é uma planta trepadeira (Humulus lupulus) cujas flores são utilizadas sobretudo na produção de cerveja e que dão à cerveja grande parte do seu amargor, aroma e sabor, além de ajudar na sua conservação. Por isso, no contexto do Tapete de Flores de Bruxelas, a escolha do planta para o segundo tapete é uma referência direta à forte tradição cervejeira belga.

O primeiro tapete remonta a 1971, onde desde então, o Tapete de Flores se tornou um dos eventos mais emblemáticos de Bruxelas. Em 2026, durante quatro dias, uma das imagens mais famosas do Japão ganhou uma nova vida no coração da capital europeia — desta vez, feita de flores. O próximo encontro está marcado para 2028, onde a Grand-Place volta a vestir-se de flores.