script async src="https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-3525825446826650" crossorigin="anonymous"> Opinião - luso.eu | Jornal de Notícias das Comunidades Portuguesas
(Tempo de leitura: 1 - 2 minutos)
Foto: Jorge Afonso 


O miúdo até era um bom comentador. Tinha jeito para a política e muitos lhe anunciavam altos voos. Mas parece que as asas começaram a perder força e a realidade começa finalmente a impor-se.

A não eleição para vice-presidente do Grupo Parlamentar do Partido Popular Europeu é um duro revés político e um sinal claro de que a sua projeção mediática não se traduz automaticamente em confiança política.

Quiçá fruto de guerras internas no PSD? De falta de apoios? Ou terá pesado a imagem de um jovem arrogante, convencido de que é dono do mundo e senhor absoluto da razão?
A postura de superioridade que Sebastião Bugalho tantas vezes transmite poderá não ter caído nada bem entre os seus próprios colegas da bancada do PPE. Na política, a sobranceria pode impressionar à distância, mas raramente conquista quem tem de trabalhar lado a lado.

Na política europeia, não basta ter boa comunicação, ambição e padrinhos políticos. É preciso conquistar respeito, criar consensos, saber ouvir e demonstrar competência para além das câmaras e dos discursos inflamados.

A arrogância pode abrir portas mediáticas, mas dificilmente conquista votos entre pares. E quando chega a hora de escolher, os colegas parecem saber distinguir entre notoriedade e liderança.

Bugalho foi apresentado como uma grande promessa. Mas uma promessa política não se confirma com frases de efeito, exposição mediática ou confiança excessiva nas próprias capacidades. Confirma-se com resultados, humildade e capacidade de reunir apoios.O que fizeram à Eurodeputada Lídia Pereira, que tinha tudo a seu favor para ser reeleita, foi grave, nem ao pior inimigo se faria tal coisa. Quem perdeu foi Portugal na influência dentro do maior grupo político europeu.E fica a pergunta: foi o PSD que falhou a Bugalho ou foi Bugalho que falhou, mais uma vez, na conquista da confiança dos seus colegas europeus?

Jorge Afonso 


 



 

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