script async src="https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-3525825446826650" crossorigin="anonymous"> CRIME - luso.eu | Jornal de Notícias das Comunidades Portuguesas
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A histórica Câmara Municipal de Limoges, em França, foi incendiada por extremistas no dia de uma manifestação contra o custo de vida.

Um grupo de indivíduos encapuzados ateou fogo à Câmara Municipal de Limoges (hôtel de ville), em França, na noite de sábado, 17 de outubro, provocando um incêndio de grandes proporções num edifício histórico de 1883. O incêndio destruiu a cobertura e levou ao colapso da torre do edifício, deixando grande parte da estrutura danificada.

O ataque ocorreu no dia de uma manifestação contra o aumento do custo de vida e a degradação dos serviços públicos. Segundo as informações divulgadas pela imprensa francesa, os indivíduos incendiaram primeiro uma viatura da polícia municipal, partiram os vidros da Câmara e entraram no edifício, onde atearam fogo.

O presidente da Câmara de Limoges, Guillaume Guérin, classificou a situação como uma catástrofe. O prefeito da região de Haute-Vienne, Maurice Barate, devido ao extremo ato de vandalismo considerou que o edifício estava, em grande parte, perdido. Felizmente não foram registados feridos entre as pessoas que se encontravam no interior do imóvel.

Inaugurada em 1883 e inscrita na lista dos monumentos históricos desde 1975, a Câmara Municipal constitui uma referência arquitetónica da cidade. Um edifício que sobreviveu a duas guerras mundiais, foi destruído em minutos por atos de ódio e vandalismo. A dimensão dos danos levanta questões sobre a possibilidade de recuperação de um edifício com mais de 140 anos de história. 

Este ato de vandalismo faz parte da onda de violência em França que se iniciou em meados de setembro de 2026, onde esta continua a ser palco de manifestações estudantis marcadas por episódios de violência, crime, vandalismo e confrontos com as forças de segurança.